Prefeita = 37 versus Crianças = 14.

Por 37 votos contra 14, a Prefeita Marta Tereza Smith Vasconcelos derrotou as crianças paulistanas. Agora, ao invés de Escola, teremos a Esmola como política Municipal na Cidade de São Paulo.

Saem de cena as Educadoras…Entram as Corretoras da Miséria. Veja que “escola” é direito constitucional, enquanto que a “esmola” depende da indigência de quem a solicita.

Após 21 anos, o Partido dos Trabalhadores – PT – finalmente atingiu a “maioridade política”: aprendeu a fazer todo tipo de negociata e as manobras escusas que anteriormente denunciava como prática de seus adversários. Até mesmo o seu presidente de honra (sic) fez uma “visita de cortesia” à Câmara Municipal para pressionar os vereadores para que votassem contra as crianças.

A votação histórica de 22/12/2001 será conhecida como o “Dia da Infâmia Paulistana”, pois serviu para enterrar de vez a falsa pregação moralista do partido governista. Curiosamente, conclui-se que esta votação serviu para absolver politicamente as duas gestões anteriores: Maluf e Pitta, os quais também não priorizaram as crianças no orçamento da cidade. Note-se que nenhum destes dois teve a covardia de propor alteração na Lei Orgânica Municipal.

A Corte Paulistana, este ano, vai comemorar a vitória contra as crianças com Champanhe e Brioches: tudo pago pelas crianças.

A subserviência dos vereadores é reflexo direto da falta de representatividade política no sistema partidário brasileiro. Mais vale um cargo do que cumprir as promessas de campanha. Destaque-se que 14 vereadores se recusaram a votar contra as crianças, sendo que um deles corre o risco de ser expulso do seu partido justamente por defender a luta histórica em favor da Educação.

A história continua a se repetir como farsa: toda vez que a mídia elege um político sem um histórico de compromisso social, o povo sofre com a tirania. Isso aconteceu com Fernando Collor e com Pitta; e agora sofremos com a atual prefeita, a qual se elegeu às custas de um sobrenome famoso.

Veja que em 02/12/2001, a prefeita escreveu um longo artigo na Folha de S. Paulo, no qual desfilou toda a sua ignorância em relação à Educação. Além disso, afirmava que seus projetos eram para aumentar os gastos com as crianças. Essa hipocrisia durou exatos 20 dias: após a ilegal votação de alteração da Lei Orgânica e do PL 548/01, a prefeita disse, na Câmara, “que precisava incluir as despesas nos 30% da educação para ter mais verba para manter a máquina e fazer melhorias, como o asfaltamento da cidade.”. Esta é a prioridade da prefeita: retirar das crianças e dar para as empresas de asfalto.

Esta é a situação de S. Paulo com o chamado governo da reconstrução:

§         Rasgou o Estatuto da Criança e do Adolescente;

§         Mantém um Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente com pessoas que não têm o mínimo conhecimento sobre a questão;

§         Desmoralizou o Conselho Tutelar com um processo eleitoral fraudulento;

§         Enterrou a Educação com propostas assistencialistas;

§         Destruiu toda e qualquer noção de Ética, ignorando as propostas do inicio do governo;

§         Reconstruiu o conceito stalinista de partido único.

Destacamos que o Grêmio considera ilegal todas as votações da Câmara Municipal, pois a Lei Orgânica impede que se vote qualquer matéria antes de se apreciar cada um dos mais de 150 vetos.

O Grêmio vai tratar estas ilegalidades tal como fez com as duas gestões anteriores: buscar medidas judiciais que garantam a prioridade absoluta à criança e ao adolescente.

Finalizando, apresentamos nossa mensagem de Boas Festas e Feliz Ano Novo:

Quer Paz? Ofereça Justiça!

Mauro A. Silva (Presidente) – 5 anos de defesa contra abusos do Poder Público

GRÊMIO Social-Esportivo-Recreativo SUDESTE – Promoção da Cidadania e Defesa do Consumidor
Ofício Circular nº G39001
Ref.: Autoritarismo da Prefeita na Cidade de S. Paulo (Série: O Estado Delinqüente);
S. Paulo, 24 de dezembro de 2001.
Jabaquara – Cidade Livre

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