Pesquisa do IBGE esconde violência da escola e do professor


A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar (Pense) tratou de vários temas, desde o bullying (violência física e psicológica entre alunos) até mesmo a “violência intrafamiliar” (“agressão física por adulto da família”). Mas, curiosamente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não pesquisou as agressões diárias praticadas por professores, funcionários e direção escolar.

Imprensa pedófoba
De todos os dados pesquisados, a imprensa pedófoba preferiu destacar o “bullying” (agressões entre alunos). Isto é uma forma covarde de responsabilizar os alunos pela violência escolar e culpar as vítimas pelo péssimo desempenho das escolas brasileiras.
Por que o IBGE não perguntou aos alunos se eles denunciaram o bullying para a direção escolar?
Por que os “çábios profeçores do IBGE” não pesquisaram as providências que a escola toma nos casos de bullying?
Ou será que os “çábios profeçores” (sic) do IBGE optaram por não pesquisar e nem registrar que a maioria dos casos de bullying conta com a conivência de professores, funcionários e direção escolar?

Acobertamento da violência da escola
I IBGE sabe muito bem da existência da “violência da escola”:
“- violência da escola, violência institucional, simbólica, que os alunos sofrem ou são submetidos (atribuições de notas, palavras e atos considerados pelos alunos como injustos e discriminatórios, castigos, humilhações, entre outros)”. (Charlot 2002)
Embora o próprio IBGE reconheça a existência da “violência da escola”, parece que os “çábios” do IBGE ou estão minimizando a importância da “violência da escola” ou estes “çábios profeçores do IBGE” estão em campanha corporativa para livrar a cara dos maus profissionais das escolas brasileiras.

A violência covarde da reprovação escolar
Uma das principais violências praticadas contra os alunos é a covarde reprovação escolar.
Os alunos mais contestadores ou rebeldes são sitematicamente suspensos ou expulsos da escola pública. Isso mesmo sabendo-se que a Constituição Federal garante o acesso e a permanência na escola pública.
Mas, de todas estas violências reais, a violência simbólica da reprovação escolar é a mais covarde, pois vem revestida de “medida pedagógica”… dizem que é para o bem do aluno… responsabilizam o aluno pelo fracasso da escola…acabam com a auto-estima do aluno…  livram a cara da má escola e dos maus profissionais que não deram as mínimas condições para o ensino/aprendizagem do aluno…

A ponte estaiada custou 10 mil casas populares

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Mais um incêndio na favela. Mais um notícia de que dezenas de famílias perderam tudo. Mais uma hipocrisia do SPTV (TV Globo), insinuando que os próprios moradores são os culpados pelo incêndio: “instalações elétricas e de gás irregulares são potenciais fontes de risco.”

A hipocrisia do telejornal SPTV é tamanha que usa a ponte estaiada como pano de fundo no seu estúdio… Este “cartão-postal” custou a bagatela de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reias), dinheiro suficiente para construir no mínimo 10.000 (dez mil) casas populares!!!

Por que a TV Globo não diz que o dinheiro arrecadado com a operação urbana Água Espraiada (R$ 700 milhões) deveriam ser gastos prioritariamente com a construção de moradias populares e equipamentos sociais?
Por que a TV Globo não informa que tanto a favela Beira rio quanto a favela Alba estão na área da Operação Urbana Água Espraiada?
Por que a TV Globo não informa que os moradores da favela Beira Rio são cadastrados anualmente mas nunca são contemplados com moradias populares?
Será que a TV Globo está de rabo preso com os desmandos da prefeitura de São Paulo? Ou com as construtoras???
Será que a TV Globo está satisfeita com a situação desde 2001 por seu fundador ter sido homenageado dando nome a antiga avenida Aguas Espraiada? Note-se que esta avenida é o símbolo da corrupção paulistana: projetada a um custo de R$ 300 milhões, gastou-se mais de R$ 800 milhões e só construíram a metade to traçado original…

A ordem não escrita é para expulsar os pobres
A imprensa engole as mentiras da Emurb. As mentiras dizem que estão cadastrando moradores para construírem moradias populares na região. Ora, uma simples olhada no histórico da região fica evidente que querem expulsar os moradores pobres.
Já nas primeiras fraudes da construção da avenida Água Espraiada levaram os moradores para conjuntos habitacionais na Cidade Tiradentes (extremo da zona leste).
Nesta segunda fase, mesmo aprovada uma lei para a Operação urbana (2001), a prefeitura queria expulsar os moradores da favela jd. Edite para o Campo Limpo (extremo sul da capital). Foi necessária apronta intervenção da Defensoria Pública para garantir que fosse aprovada a proposta de se construir um conjunto habitacional popular no Jd. Edite, que fica “ao pé da ponte estaiada”, no “nobre” cruzamento da av. Luís Carlos Berrini com a av. Roberto Marinho.
Outra forma de “expulsar os pobres” é oferecer-lhes a alternativa da “bolsa-aluguel” (R$ 300 por mês) ou R$ 5 mil para “voltar para sua terra”. a maior parte prefere o R$ 5 mil, pois além de ser quase impossível encontra uma casa por R$ 300/mês, ainda não tem garantia de que a prefeitura continuará pagando o aluguel e nem mesmo se sabe quando é que a moradia popular definitiva será construída.

A fraude do túnel de R$ 2 bilhões
As fraudes contra a Operação Urbana Água Espraiada parece contar também com a complacência do jornal Folha de São Paulo e do Jornal O Estado de São Paulo, pois nenhum deles contesta as graves mentiras propaladas pela Emurb. Eles poderiam informar aos paulistanos e brasileiros o seguinte:
1) o túnel de 2,4km – a um custo inicial superior a R$ 2 bilhões – não consta da lei municipal;
2) o trajeto do túnel está fora da área geográfica da operação urbana. Logo não poderá ser financiado com os recursos obtidos na operação. Quem vai pagar a conta somos todos nós paulistanos.
3) não há garantia efetiva da construção das necessárias casas populares.
4) A própria prefeitura reconhece cerca de 8 mil famílias morando nas áreas de risco, mas propõe apenas 4 mil moradias populares.
5) O primeiro Relatório de Impacto no Meio Ambiente (RIMA) criticou a construção de grandes avenidas em fundo de vale. O segundo RIMA (apresentado em 23/11/2009) foi para inglês ver, pois inventaram um túnel de 3,6km, aumentaram a área do “parque linear” e não informaram onde vão construir as moradias populares para as 9 mil famílias e nem como farão as milhares de desapropriações.
6) As empresas construtora já foram previamente escolhidas. A “licitação” é um mero formalismo “prá inglês ver”. Serão as mesmas empresa do Rodoanel… estão esperando o fim das obras no trecho sul para anunciar as “vencedoras”!!!
7) Como já foi dito em uma reunião da Emurb, no túnel não passará transporte público e a obra é um filé mignon para as construtoras.

Lei mais aqui:
Incêndio em favela na Zona Sul de SP deixa 71 famílias sem casa

Natal iluminado dos pobres


Entre 50 e 60 barracos foram destruídos na tarde de ontem em um incêndio que atingiu a favela Beira-Rio, que fica no Jabaquara, zona sul de São Paulo. O fogo, que começou por volta das 15h, foi controlado pelo Corpo de Bombeiros após duas horas do início da ocorrência.
leia mais aqui.

Natal iluminado dos ricos

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Censura e AI-5

A melhor forma do jornal O Estado de São Paulo enfrentar a censura é justamente publicar uma reportagem completa sobre a operação “Boi Barrica” que contem denúncias contra o filho do presidente do senado. Publicar e enfrentar as consequências, inclusive apelando para os tribunais brasileiros e internacionais. O Estadão deveria fazer a publicação no domingo, 13 de dezembro, aniversário do famigerado ato institucional nº 5, que instaurou a censura no Brasil em 1968. Isto seria uma forma de desafiar e testar se realmente estamos vivendo em um estado livre e democrático.

51 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

CONSIDERANDO ser essencial que os direitos do homem sejam protegidos pelo império da lei, para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão…

No Brasil, alguns são mais “iguais” do que os outros… na questão da Justiça ainda prevalece o direito dos mais fortes…

A 8ª Conferência Nacional dos direitos das Crianças e dos Adolescente (Brasília, 07 a 10 de dezembro) está sendo ignorada “solenemente” pala imprensa em geral… O verdadeiro motivo deve ser que o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (lei federal 8069/1990) foi a primeira lei no regime democrático a estabelecer mecanismos de controle e de punições contra a imprensa:

Art. 136. São atribuições do Conselho Tutelar:
(…)
X – representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos previstos no art. 220, § 3º, inciso II, da Constituição Federal;

Observação: o artigo 220 da Constituição Federal está no capítulo da Comunicação Social, determinando:
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Seria por isso que a imprensa despreza tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente?
E o conselho tutelar? A imprensa só fala neste órgão quando da “violência escolar” ou abandono de crianças… mas ninguém vê representações dos conselhos tutelares contra os abusos dos meios de comunicação.

Está aí uma boa pauta para a Conferência Nacional de comunicação…

***

Artigo 1
Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
Artigo 5
Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 7
Todos são iguais perante a lei e tem direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos tem direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8
Todo o homem tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.
Artigo 9
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.
http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/integra.htm

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