Debate Conselho Tutelar e a Escola Pública. 28 de maio. 14h. Câmara Municipal de São Paulo.

Debate Conselho Tutelar e a Escola Pública.
A atuação dos conselheiros tutelares na garantia dos direitos dos alunos nas escolas públicas.

Entrega de Certificado de Reconhecimento para as Lideranças Comunitárias que atuam na Defesa da Criança e da Educação Pública. Todos receberão certificados de participação.

Nova data: 28 de maio, das 14h às 17h.

Local: Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí nº 100)
Organizadores:
– Fórum Municipal de Educação da Cidade de São Paulo
Internet – http://fmesp.wordpress.com/
– Fórum da Pessoa com Deficiência da Lapa e Pirituba

– Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
Internet – http://movimentocoep.ning.com/

Informações com Ana Maria (cel.: 8879-2903) ou Mauro (cel.: 7332-8153)

Apoio institucional: Programa TribunaDaCidade.ning.com (tel.: 2771-8959)

Água Espraiada. Vereadores trocam 20 mil moradias populares por túnel de R$ 3 bilhões.


Hoje, os 55 vereadores da Cidade de São Paulo vão votar e aprovar o maior escândalo financeiro feito com o dinheiro público. Vão trocar a construção de 20 mil moradias populares por um túnel de 2,3 quilômetros a um custo superior a R$ 3 bilhões. (conforme Projeto de Lei 25/2011).
Finalmente as grandes construtoras e a especulação imobiliária vão ter o retorno dos milhões que foram investidos nas campanhas eleitorais passadas…
A Operação Urbana Consorciada Água Espraiada foi aprovada pela lei municipal 13260/2001, cuja finalidade era reurbanizar a região, erradicar as favelas, construir moradias populares para toda a população que vive em moradias precárias (cerca de 20 mil famílias), e concluir a Avenida Água Espraiada (atual Av. Roberto Marinho) até a Rodovia dos Imigrantes (através de um túnel de 400 metros).
Esta Operação Urbana já arrecadou mais de R$ 1 bilhão e 300 milhões. Gastaram mais de R$ 300 milhões na ponte estaiada. Mas não construíram uma única moradia popular, provando que os interesses escusos sempre prevaleceram nestes 10 anos.
A cara-de-pau é tão grande que chegaram a o absurdo de promover uma Audiência Pública na qual apresentou-se um túnel de 3,8 quilômetros, a ser construído ao sul do córrego Águas Espraiadas. Mas fizeram uma “licitação” para um túnel ao norte do córrego, inclusive fora do perímetro da Operação Urbana. Para enganar a população mais carente, e não levantar maiores suspeitas, eles dividiram o “filé mignon”, digo o túnel, em 4 lotes, vinculando-os à construção de 4 mil moradias populares.
O fato da própria Secretaria Municipal de Habitação ter feito um cadastro com mais de 8.300 famílias nas favelas parece ter sido completamente ignorado pelos “operadores”. O restante das moradias vai ficar nas promessas de um possível convênio a ser possivelmente assinado com o governo do Estado de São Paulo… Só estão preocupados em “limpar a área” onde vão acontecer as obras do túnel… Nenhuma palavra sobre as mais de 12 mil moradias precárias na região de Americanópolis, por exemplo. Estas famílias ficarão ao Deus dará…
Curiosamente, a “licitação” somente aconteceu depois que as construtoras terminaram o trecho sul do Rodoanel… Será que era a mesma pessoa que “operava” o Rodoanel que teve a “brilhante” idéia de propor um túnel de 3,8 quilômetros e, assim, agradar ao voraz apetite daquelas construtoras?
Depois que o Tribunal de Contas do Município apontou cerca de 70 irregularidades, a “licitação” foi suspensa… mas não anulada… para garantir que tudo continuasse como antes, no quartel de Abrantes, o prefeito mandou um novo projeto de lei (PL 25/2011) para “oficializar” o interesse das grandes construtoras e da especulação imobiliária. Inventaram um novo túnel de 2,3 quilômetros e também um “parque linear” (sic)… seria para enganar os ambientalistas? Ou será mais uma forma de expulsar a população da região e garantir os interesses da especulação imobiliária?

Uma grave questão: identificamos o quase absoluto silencia da imprensa paulistana.
Será que a prefeitura conseguiu calar a Folha de São Paulo ao homenagear um de seus donos com o nome da milionária ponte estaiada?
Será que a prefeitura conseguiu calar a Rede Globo mudando o nome da avenida para homenagear o falecido ex-dono da Rede Globo?
Ou será que a imprensa paulista está “no bolso” das grandes construtoras e das empresas imobiliárias? Quem manda mais? O Conselho Editorial ou o departamento comercial das grandes empresas de comunicação paulistas?

P.S.: Pode ser uma coincidência, mas o relator do PL 25/2011 é o vereador-publicitário Dalton Silvano. Não sabemos se ele tem conhecimentos jurídicos e de urbanismo. Mas certamente ele sabe tudo de publicidade…

Jabaquara Livre, 11 de maio de 2011.
Mauro Alves da Silva
http://jabaquaralivre.wordpress.com/

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