NET TV ultrapassa todos os limites do mau atendimento. Muda nome de cliente para “Vadia”.

NET TV ultrapassa todos os limitesdo mau atendimento.

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Kátia Nogueira/Arquivo Pessoal Cliente teve nome alterado para palavrão Cliente teve nome alterado para palavrão

Uma mulher registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Sorocaba depois de receber uma fatura de uma empresa de internet e TV a cabo onde seu nome aparecia substituído por um xingamento.

A informação é de Tanto Tássia Lima, da TV TEM. Na parte de fora do boleto quanto na parte de dentro, Kátia Nogueira foi alterado para “Vadia Nogueira”.

A assinante se disse extremamente ofendida com a situação. “Não dá para definir como eu me sinto neste momento. Não sei se é raiva, mágoa, decepção… não existe um xingamento que ofenda mais uma mulher do que esse”, afirma.

Segundo Kátia, ela tem tido problemas com a empresa desde outubro, quando deixou de trabalhar e as despesas passaram a depender totalmente do marido. Desde então, as contas atrasaram e ela precisou fazer vários acordos para continuar utilizando os serviços. Na semana passada, porém, a TV e a internet foram cortadas um dia depois de uma nova negociação, quando o atendente garantiu que isso não aconteceria.

Quando ligou para reclamar, Kátia afirma que foi atendida por uma mulher “impaciente” que a deixou esperando na linha por exatos 29 minutos. “Ela foi muito grossa e nós tivemos uma discussão acalorada. Trocamos farpas e eu exigi que ela transferisse a ligação para o setor de cancelamento. Ela me pediu para aguardar e eu fiquei ouvindo o barulho do call center no fundo. Depois de muito tempo, eu disse ‘Continuo esperando, viu?!’, e ela respondeu ‘Fique esperando, então’. Depois, ela colocou uma musiquinha e desligou”, relata.

Insatisfeita, a cliente ligou de volta. Dessa vez, outra pessoa atendeu e resolveu o problema. Porém, nesta quinta-feira (26), quando a fatura chegou, a consumidora levou um susto. “Primeiro, li Vânia; depois, Nádia. Achei que o boleto tinha sido entregue em endereço errado, e só depois entendi o que estava acontecendo”, conta.

Imediatamente, Kátia resolveu registrar um B.O. A delegada Darly Kluppel, que registrou a ocorrência, ficou igualmente indignada com o ocorrido. “É um caso inédito. Ela estava muito ofendida, assustada mesmo”, diz. O caso foi registrado como injúria e a vítima foi orientada a procurar um advogado para acionar a empresa judicialmente. “Eles precisam ter cuidado com as pessoas que contratam, porque a empresa responde pelos seus funcionários”, ressalta a delegada.

Kátia ainda não decidiu se entra na Justiça contra a operadora, mas disse que já conversou com um advogado amigo da família sobre as providências que podem ser tomadas em um caso como esse. Às 12h15 deste sábado (28), a assessoria de imprensa enviou uma nota dizendo que a empresa não tolera esse tipo de ocorrência e que já solicitou à prestadora de serviços terceirizada que sejam tomadas as providências cabíveis em relação ao funcionário envolvido. O cadastro da cliente já foi corrigido.

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Ouvidoria da Educação de SP começa a divulgar seus relatórios “secretos”.

Relatório de 2011 registra 1086 denúncias e 2315 reclamações protocoladas na Ouvidoria da Educação de SP.

Embora existisse uma Lei de Defesa do Usuário do Serviço Público de SP desde 1999 (lei estadual de SP nº 10.294, de 20 de abril de 1999), somente após a publicação da Lei Federal 12527/2011 (Lei de Acesso à Informação), que só entrou em pleno vigor a partir de 16/05/2012, foi que a Secretaria de Educação de SP começou a divulgar dados fundamentais para que o cidadão paulista pudesse começar a exercer o efetivo controle social sobre o serviço público educação.

É nesse contexto da “Quarta República” que requisitamos cópias de todos os relatórios da Ouvidoria da Educação de SP (que agora podem ser consultados no site de compartilhamento do Grêmio SER Sudeste.

É importante destacar que os Relatórios da Ouvidoria, encaminhados à Casa Civil do Governo de SP, não trazem a especificação de qual foi o tipo da “denúncia” e nem da “reclamação” (mau atendimento, falta de professor, professores que faltam, merenda, cobranças de taxas, exigência ilegal do uniforme, agressões etc); e também não identifica qual teria sido a unidade educacional (escola, diretoria de ensino, secretaria etc) objeto da denuncia/reclamação). Isto certamente prejudica o efetivo controle social e também impede que o gestor público identifique quais são as unidades mais problemáticas e aquelas que servem de bom exemplo.

Lembramos que o Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública já sugeriu, por diversas vezes, que a divulgação dos Relatórios das Ouvidorias identificasse claramente qual foi a unidade pública “reclamada”, qual foi o tipo de reclamação, qual foi a providência tomada, se o caso foi “resolvido” ou se está “pendente”, e se o reclamante ficou satisfeito. Esse tipo de relatório já é comum na divulgação da Fundação Procon SP, que anualmente publica um relatório sobre as empresas com reclamações fundamentadas feitas pelos consumidores.

O Relatório de 2005 é mais completo. Mas, mesmo assim, não identifica qual foi a unidade educacional reclamada. Veja aqui.

Informamos também que os dados foram divulgados através de cópias impressas em papel, sem numeração e sem autenticação devida. Por isso vamos solicitar que os dados sejam publicados no sitio da Secretaria Estadual de Educação de SP na internet, nos termos do artigo 8º da Lei Federal 12627/2011 e no Decreto Estadual de SP nº 58.052, artigo 23, parágrafo 3º, e incisos:
“§ 3º – Os sítios de que trata o § 2º deste artigo deverão atender, entre outros, aos seguintes requisitos:
1. conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão;
2. possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive abertos e não proprietários, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações;
3. possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina;
4. divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da informação;
5. garantir a autenticidade e a integridade das informações disponíveis para acesso;
6. manter atualizadas as informações disponíveis para acesso;
7. indicar local e instruções que permitam ao interessado comunicar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entidade detentora do sítio”;

Considerando que os Relatórios não trazem o nome da unidade educacional (escola) reclamada, nem o tipo de “denúncia/reclamação”, vamos requisitar estes dados, inclusive os dados referentes à violência escolar, nos termos da resolução SEE 80/2002, que obriga cada escola a relatar em boletim mensal as violências acontecidas: vandalismo, furtos, agressões etc.
Esperamos que os alunos, as mães, os pais e a comunidade exijam que os governantes prestem contas regulamente, principalmente informando quais são os serviços públicos, escolas inclusive, que estão sendo denunciadas/recamadas por não prestarem um serviço de boa qualidade.
Por último, apresentamos um resumo dos Relatórios da Ouvidoria de Educação de SP nos anos de 2011 e 2010:
Relatório da Ouvidoria da Educação de SP – 1º semestre de 2011
Tipo Total
Denúncias 625
Elogios 6
Reclamações 1334
Solicitação de Informações 294
Sugestões 54

Relatório da Ouvidoria da Educação de SP – 2º semestre de 2011
Tipo Total
Denúncias 431
Elogios 14
Reclamações 981
Solicitação de Informações 303
Sugestões 12

Relatório da Ouvidoria da Educação de SP – 1º semestre de 2010
Tipo Total
Denúncias 492
Elogios 12
Reclamações 1097
Solicitação de Informações 215
Sugestões 55

Relatório da Ouvidoria da Educação de SP – 2º semestre de 2010
Tipo Total
Denúncias 390
Elogios 8
Reclamações 902
Solicitação de Informações 499
Sugestões 35

São Paulo, 12 de julho de 2012.
Mauro Alves da Silva
Presidente do Grêmio SER Sudeste – https://gremiosudeste.wordpress.com/
Coordenador do Movimento Comunidade de Olho na Escola Pública
http://movimentocoep.ning.com/

Senado, hipocrisias e cassações.

Mais uma vez será montado o circo parlamentar no Senado Federal do Brasil.
Desta vez, os nobres e excelentíssimos senadores, sob presidência do excelentíssimo senador José Sarney (PMDB do Amapá), com a ajuda inestimável do excelentíssimo senador Renan Calheiros ( PMDB de Alagoas) e do do excelentíssimo senador Jader Barbalho (PMDB do Pará), prometem cassar o excelentíssimo senador Demóstenes Torres (DEM de Goiás).
As acusações contra o senador Demóstenes Torres são graves: associação criminosa com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que corrompia autoridades públicas e órgãos da imprensa para conseguir contratos de obras e serviços públicos.
Se estivéssemos em um país civilizado, com as instituições republicanas funcionando normalmente, provavelmente o senador Demóstenes Torres já teria renunciado e, com tantas provas já levantadas, ele e a quadrilha do Carlinhos Cachoeira já estariam condenados, estariam com os bens confiscados, e estariam cumprindo penas de prisão.
Nos países civilizados, as Comissões Parlamentares de Inquérito também investigam sob o viés político. Mas conclusões são enviadas ao Ministério Público ou diretamente ao Poder Judiciário. Lá eles não cassam o mandato do parlamentar, pois o mandato pertence aos eleitores da região em que o parlamentar foi eleito. Seria um completo absurdo imaginar um parlamentar votando pela cassação de outro parlamentar, ainda mais se esses parlamentares fossem de partidos adversários.
Mas, aqui no Brasil, terra da jaboticaba, terra de sarneys, renans e barbalhos, o circo midiático ignora os eleitores e promove a farsa da cassação de mandatos parlamentares… pior que isso: a grande imprensa ainda faz campanha para que o voto dos senadores (e dos deputados) sejam “abertos”! Como um eleitor do Rio Grande do Sul não tem nenhum poder de influência no voto de um parlamentar do Rio Grande do Norte, por exemplo, a tese do “voto aberto” dos parlamentares, nestes processos internos, só serve para atender aos interesses dos grandes grupos econômicos e sua imprensa amestrada. Eles querem manter um congresso refém: quem não votar de acordo com o interesse dos poderosos terá o seu nome jogado aos abutres da grande imprensa.
Hoje, o circo midiático está montado para cassar um senador acusado de associação com o crime organizado… Já teve caso em que um parlamentar foi cassado por posar para uma foto usando cueca samba-canção… teve caso de senador que atirou e matou um colega senador dentro do Senado Federal e não foi cassado… o senador-pistoleiro era um capitão da imprensa em Alagoas…
Nesse modelo de circo midiático, onde temos vários deputados e senadores donos de Rádios e TVs, não será surpresa encontrarmos vários casos de políticos com graves acusações, mas que são protegidos (ou chantageados) pela mídia… também haverá casos em que a compra de uma “tapioca” será escandalizada e montado um circo midiático para cassar o adversário político.

Por último, apresentam-se duas listas de interesse dos eleitores brasileiros:
Gestores públicos que tiveram suas contas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível;
Lista de deputados e senadores que respondem à ação penal ou Inquérito Criminal.

O instituto da cassação política de parlamentares pelos próprios colegas (muitos são adversários) é uma fraude contra a democracia, principalmente no caso do Brasil, onde não existe o voto distrital e, no caso dos senadores, o suplente foi escolhido pelo próprio senador, suplente esse que muitas vezes tem “antecedentes criminais” maiores do que o do próprio senador cassado.

São Paulo, 11 de julho de 2012.
Mauro Alves da Silva
Presidente do Gremio SER Sudeste – Promoção da Cidadania e Defesa do Consumidor
https://gremiosudeste.wordpress.com/

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