Túnel do Kassab vai custar 3 mil creches!


Os nobres veradores da Câmara Municipal de São Paulo vão trocar 3 mil creches por um túnel de R$ 3 bilhões de reais; um túnel que vai servir apenas para que os ricos moradores do Morumbi possam ir até o Guarujá sem ter o desprazer de ver a miséria de 20 mil famílias que moram nas favelas ou moradias precárias no Jabaquara.

O defensor Público Flavio Frasseto denunciou a prefeitura de São Paulo por não garantir a vaga em creches para 62 mil crianças.
O Juiz da infãncia e Juventude de Santo Amaro condenou a prefeitura de São Paulo a oferecer as 62 mil vagas em até 8 meses.
Mas o secretário de educação, Alexandre Schneider, disse que só vai poder atender as crianças em 10 anos!!!
Enquanto isso, os nobres veredores de S. Paulo estão aprovando a construção de um túnel de 2,4 quilômetros, a um custo superior a R$ 3 bilhões (PL 25/2011).
Este dinheiro daria para construir 3 mil creches, oferecendo 900 mil vagas para as crianças paulistanas…

http://blogdomaurosilva.wordpress.com/2011/06/30/tunel-do-kassab-vai-custar-3-mil-creches/

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Falta dinheiro para creches e hospitais. Sobra dinheiro para túneis, pontes e viadutos.

A Câmara Municipal de São Paulo vai demonstrar todo o seu desprezo para com os 11 milhões de paulistanos. Uns 40 vereadores e o seu chefe Kassab vão aprovar a ilegal construção de um túnel de 2,4 quilômetros a um custo superior a R$ 3 bilhões de reais.
De 2001 até hoje, a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada (OUCAE) arrecadou cerca de R$ 1,2 bilhão, gastando mais de R$ 300 milhões na ponte estaiada e não construindo uma única moradia e nem mesmo qualquer equipamento público.
O projeto de lei PL 25/2011, que vai ser votado hoje, modifica a lei municipal 13.260/2001 (Operação Urbana Consorciada Água Espraiada). A lei municipal 13.260/2001 determina a construção de um túnel de 400 metros no final do prolongamento da avenida Água Espraiada (atual Roberto Marinho) e também determina a reurbanização total da região, realocando os moradores das áreas atingidas por obras, com a realocação na própria região da Operação Urbana.
Ocorre que as construtoras e a especulação imobiliária vislumbraram a oportunidade de criarem um gordo “filet mignon”: ao invés de construir um túnel de 400 metros, por míseros R$ 500 milhões, acertaram com o nosso alcaide e mais uns 40 vassalos a ampliação do túnel para 4,4km!!! Depois renegociaram o butim para um túnel menorzinho: “apenas” 3,8km… mas o martelo foi baixado para a proposta de um túnel de 2,4 quilômetros, divididos o butim, digo o filé, digo a obra em quatro lotes… Isso tudo ao arrepio da lei 13.260…
Depois que o Tribunal de Constas do Município de São Paulo (TCM) apontou mais de 70 ilegalidade na “licitação”, a barganha foi suspensa… e o nosso alcaide mandou um projeto (PL 25/2011) para consolidar a ilegalidade.
Para tanto, o nosso alcaide precisa de 40 vassalos para aprovar este verdadeiro assalto aos cofres públicos.
continua…
Então ficamos assim: sem creches, sem hospitais, e sem transporte público. Mas com uma ponte estaiada mais cara do que a Torre Eiffel (Paris, França), além de um túnel cujo custo dará “inveja” aos construtores do túnel sob o Canal da Mancha (Liga a França à Inglaterra).

São Paulo, 28 de junho de 2011.
Mauro Aves da Silva, pelo Movimento Jabaquara Livre
Não vote nos vereadores-vassalos de São Paulo. Vote pela emancipação dos distritos.

Água Espraiada. Vereadores trocam 20 mil moradias populares por túnel de R$ 3 bilhões.


Hoje, os 55 vereadores da Cidade de São Paulo vão votar e aprovar o maior escândalo financeiro feito com o dinheiro público. Vão trocar a construção de 20 mil moradias populares por um túnel de 2,3 quilômetros a um custo superior a R$ 3 bilhões. (conforme Projeto de Lei 25/2011).
Finalmente as grandes construtoras e a especulação imobiliária vão ter o retorno dos milhões que foram investidos nas campanhas eleitorais passadas…
A Operação Urbana Consorciada Água Espraiada foi aprovada pela lei municipal 13260/2001, cuja finalidade era reurbanizar a região, erradicar as favelas, construir moradias populares para toda a população que vive em moradias precárias (cerca de 20 mil famílias), e concluir a Avenida Água Espraiada (atual Av. Roberto Marinho) até a Rodovia dos Imigrantes (através de um túnel de 400 metros).
Esta Operação Urbana já arrecadou mais de R$ 1 bilhão e 300 milhões. Gastaram mais de R$ 300 milhões na ponte estaiada. Mas não construíram uma única moradia popular, provando que os interesses escusos sempre prevaleceram nestes 10 anos.
A cara-de-pau é tão grande que chegaram a o absurdo de promover uma Audiência Pública na qual apresentou-se um túnel de 3,8 quilômetros, a ser construído ao sul do córrego Águas Espraiadas. Mas fizeram uma “licitação” para um túnel ao norte do córrego, inclusive fora do perímetro da Operação Urbana. Para enganar a população mais carente, e não levantar maiores suspeitas, eles dividiram o “filé mignon”, digo o túnel, em 4 lotes, vinculando-os à construção de 4 mil moradias populares.
O fato da própria Secretaria Municipal de Habitação ter feito um cadastro com mais de 8.300 famílias nas favelas parece ter sido completamente ignorado pelos “operadores”. O restante das moradias vai ficar nas promessas de um possível convênio a ser possivelmente assinado com o governo do Estado de São Paulo… Só estão preocupados em “limpar a área” onde vão acontecer as obras do túnel… Nenhuma palavra sobre as mais de 12 mil moradias precárias na região de Americanópolis, por exemplo. Estas famílias ficarão ao Deus dará…
Curiosamente, a “licitação” somente aconteceu depois que as construtoras terminaram o trecho sul do Rodoanel… Será que era a mesma pessoa que “operava” o Rodoanel que teve a “brilhante” idéia de propor um túnel de 3,8 quilômetros e, assim, agradar ao voraz apetite daquelas construtoras?
Depois que o Tribunal de Contas do Município apontou cerca de 70 irregularidades, a “licitação” foi suspensa… mas não anulada… para garantir que tudo continuasse como antes, no quartel de Abrantes, o prefeito mandou um novo projeto de lei (PL 25/2011) para “oficializar” o interesse das grandes construtoras e da especulação imobiliária. Inventaram um novo túnel de 2,3 quilômetros e também um “parque linear” (sic)… seria para enganar os ambientalistas? Ou será mais uma forma de expulsar a população da região e garantir os interesses da especulação imobiliária?

Uma grave questão: identificamos o quase absoluto silencia da imprensa paulistana.
Será que a prefeitura conseguiu calar a Folha de São Paulo ao homenagear um de seus donos com o nome da milionária ponte estaiada?
Será que a prefeitura conseguiu calar a Rede Globo mudando o nome da avenida para homenagear o falecido ex-dono da Rede Globo?
Ou será que a imprensa paulista está “no bolso” das grandes construtoras e das empresas imobiliárias? Quem manda mais? O Conselho Editorial ou o departamento comercial das grandes empresas de comunicação paulistas?

P.S.: Pode ser uma coincidência, mas o relator do PL 25/2011 é o vereador-publicitário Dalton Silvano. Não sabemos se ele tem conhecimentos jurídicos e de urbanismo. Mas certamente ele sabe tudo de publicidade…

Jabaquara Livre, 11 de maio de 2011.
Mauro Alves da Silva
http://jabaquaralivre.wordpress.com/

A ponte estaiada custou 10 mil casas populares

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Mais um incêndio na favela. Mais um notícia de que dezenas de famílias perderam tudo. Mais uma hipocrisia do SPTV (TV Globo), insinuando que os próprios moradores são os culpados pelo incêndio: “instalações elétricas e de gás irregulares são potenciais fontes de risco.”

A hipocrisia do telejornal SPTV é tamanha que usa a ponte estaiada como pano de fundo no seu estúdio… Este “cartão-postal” custou a bagatela de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reias), dinheiro suficiente para construir no mínimo 10.000 (dez mil) casas populares!!!

Por que a TV Globo não diz que o dinheiro arrecadado com a operação urbana Água Espraiada (R$ 700 milhões) deveriam ser gastos prioritariamente com a construção de moradias populares e equipamentos sociais?
Por que a TV Globo não informa que tanto a favela Beira rio quanto a favela Alba estão na área da Operação Urbana Água Espraiada?
Por que a TV Globo não informa que os moradores da favela Beira Rio são cadastrados anualmente mas nunca são contemplados com moradias populares?
Será que a TV Globo está de rabo preso com os desmandos da prefeitura de São Paulo? Ou com as construtoras???
Será que a TV Globo está satisfeita com a situação desde 2001 por seu fundador ter sido homenageado dando nome a antiga avenida Aguas Espraiada? Note-se que esta avenida é o símbolo da corrupção paulistana: projetada a um custo de R$ 300 milhões, gastou-se mais de R$ 800 milhões e só construíram a metade to traçado original…

A ordem não escrita é para expulsar os pobres
A imprensa engole as mentiras da Emurb. As mentiras dizem que estão cadastrando moradores para construírem moradias populares na região. Ora, uma simples olhada no histórico da região fica evidente que querem expulsar os moradores pobres.
Já nas primeiras fraudes da construção da avenida Água Espraiada levaram os moradores para conjuntos habitacionais na Cidade Tiradentes (extremo da zona leste).
Nesta segunda fase, mesmo aprovada uma lei para a Operação urbana (2001), a prefeitura queria expulsar os moradores da favela jd. Edite para o Campo Limpo (extremo sul da capital). Foi necessária apronta intervenção da Defensoria Pública para garantir que fosse aprovada a proposta de se construir um conjunto habitacional popular no Jd. Edite, que fica “ao pé da ponte estaiada”, no “nobre” cruzamento da av. Luís Carlos Berrini com a av. Roberto Marinho.
Outra forma de “expulsar os pobres” é oferecer-lhes a alternativa da “bolsa-aluguel” (R$ 300 por mês) ou R$ 5 mil para “voltar para sua terra”. a maior parte prefere o R$ 5 mil, pois além de ser quase impossível encontra uma casa por R$ 300/mês, ainda não tem garantia de que a prefeitura continuará pagando o aluguel e nem mesmo se sabe quando é que a moradia popular definitiva será construída.

A fraude do túnel de R$ 2 bilhões
As fraudes contra a Operação Urbana Água Espraiada parece contar também com a complacência do jornal Folha de São Paulo e do Jornal O Estado de São Paulo, pois nenhum deles contesta as graves mentiras propaladas pela Emurb. Eles poderiam informar aos paulistanos e brasileiros o seguinte:
1) o túnel de 2,4km – a um custo inicial superior a R$ 2 bilhões – não consta da lei municipal;
2) o trajeto do túnel está fora da área geográfica da operação urbana. Logo não poderá ser financiado com os recursos obtidos na operação. Quem vai pagar a conta somos todos nós paulistanos.
3) não há garantia efetiva da construção das necessárias casas populares.
4) A própria prefeitura reconhece cerca de 8 mil famílias morando nas áreas de risco, mas propõe apenas 4 mil moradias populares.
5) O primeiro Relatório de Impacto no Meio Ambiente (RIMA) criticou a construção de grandes avenidas em fundo de vale. O segundo RIMA (apresentado em 23/11/2009) foi para inglês ver, pois inventaram um túnel de 3,6km, aumentaram a área do “parque linear” e não informaram onde vão construir as moradias populares para as 9 mil famílias e nem como farão as milhares de desapropriações.
6) As empresas construtora já foram previamente escolhidas. A “licitação” é um mero formalismo “prá inglês ver”. Serão as mesmas empresa do Rodoanel… estão esperando o fim das obras no trecho sul para anunciar as “vencedoras”!!!
7) Como já foi dito em uma reunião da Emurb, no túnel não passará transporte público e a obra é um filé mignon para as construtoras.

Lei mais aqui:
Incêndio em favela na Zona Sul de SP deixa 71 famílias sem casa

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