Quem vai fiscalizar o fundo criado para a desestatização?


Mais uma vez tivemos uma audiência pública sobre o PL 376/2017, que trata do Plano Municipal de Desestatização e da concessão de serviços públicos.
Mas os vereadores estão debatendo o “acessório” (as concessões), e não o principal ponto do projeto: criação de um fundo, o que poderá ser negociado no mercado (inclusive com derivativos), captando recursos nos bancos (a juros de mercado), antecipando receitas orçamentárias (o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Além disso, os vereadores deveriam ficar atentos às experiência desastrosas na gestão deste fundos, a exemplo do que está acontecendo em Minas Gerais. A BH-Ativos arrecadou R$ 200 milhões e está devendo R$ 800 milhões. Lá tem uma CPI para apurar os desvios.

Pedimos ao presidente da Comissão de Justiça, vereador Mário Covas Neto, que chamasse audiência pública apara tratar da questão do Fundo e que criasse uma Comissão Especial de Estudo sobre o tema, inclusive estudando a foma como foi e estásendo administrado os recursos da Operação Urban Água Espraiada.

São Paulo, 14-08-2017.

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Audiência Pública sobre Plano de Desestatização.

Grêmio SER Sudeste – Promoção da Cidadania e Defesa do Consumidor – http://www.gremiosudeste.wordpress.com

Filiado ao CONSABEJA – Jabaquara – http://www.consabeja.org

Debate sobre a “desestatização” ( PROJETO DE LEI 01-00367/2017 do Executivo

Disciplina as concessões e permissões de serviços, obras e bens públicos que serão realizadas no âmbito do Plano Municipal de Desestatização – PMD; introduz alterações na Lei n° 16.211, de 27 de maio de 2015.

Art. 4° As desestatizações sujeitas ao regime desta lei poderão ser executadas nas seguintes modalidades:

I – alienação, arrendamento, locação, permuta e cessão de bens, direitos e instalações, bem como concessão administrativa de uso, concessão de direito real de uso resolúvel e direito de superfície;

II – concessão, permissão, parceria público-privada, cooperação, gestão de atividades, bens ou serviços, bem como outras parcerias e formas associativas, societárias ou contratuais.

§ 1° Poderá o Executivo celebrar parcerias contratuais, societárias ou associativas com terceiros, regidas, predominantemente, pelo direito privado.

§ 2° As parcerias referidas no § 1° deste artigo incluem a contratação de financiamentos, realização de operações nos mercados financeiros e de capitais, constituição de fundos de investimento, celebração de contratos envolvendo derivativos, gravação com ônus real de bens, bem como quaisquer outras oportunidades de negócio estratégicas.

1) Tem-se de destacar um aspecto fundamental falta de um conselho de controle social, no qual garanta a efetiva participação dos usuários do serviço. Vide o exemplo das OS’s na área da saúde, onde os conselhos são desrespeitados diariamente.

2) Outro ponto importante: falam na possibilidade de criação de um “fundo de investimentos” e venda de títulos chamados “derivativos”. Isso possibilitará a repetição do que foi feito no governo Pitta-Maluf, que criaram títulos fictícios (“precatórios inexistentes”) e venderam ao “mercado”. Lançaram R$ 600 milhões de títulos e arrecadaram puco mais de R$ 300 milhões. Esta dívida foi renegociada em 2000 a um custo de R$ 11 bilhões. Pagamos R$ 22 bilhões até 2016 e devíamos mais R$ 60 bilhões em 2016. Uma renegociação no final de 2016 reduziu os juros da “dívida”, baixando o saldo devedor para algo em torno de R$ 30 bilhões. Isto custa R$ 1,6 bilhão ao ano dos cofres públicos.

3) No aspecto de fiscalização, dos recursos arrecadados no “fundo de investimentos”, lembramos da questão da Operação Urbana Água Espraiada. Lá também de criou um “fundo” com a venda de certificados de construção (CEPACs). Passaram-se 4 governos e não cumpriram o mínimo obrigatório estabelecido na Lei municipal 13260/2001: extensão da avenida Águas Espraiadas, urbanização das favelas, construção de moradias e equipamentos sociais.

4) Reunião do Governo Aberto no Jabaquara – 11/07/2017.

Operação Urbana Água Espraiada. Esta Operação (lei municipal 13260/2001) foi criada para continuar as obras da Avenida Água Espraiada (atual Av. Roberto Marinho) até a Rodovia dos Imigrantes; e deveria urbanizar as cerca de 100 favelas e os cortiços na região, construindo moradias dignas e os equipamentos públicos necessários (creches, escolas, postos de saúde etc). Nossa ideia era mostrar aos moradores que a prefeitura regional e nem mesmo o CMP tinham as respostas sobre cronograma de desapropriações e nem cadastramentos de moradores para as novas moradias.

Na Operação foram cadastradas 8.500 famílias para moradias. Fizeram uma licitação para a construção de 4 mil moradias. Já gastaram R$ 3,3 bilhões dos R$ 3,9 bilhões arrecadados com a venda de títulos. Construíram apenas 700 moradias e vão entregar mais 500 até 2018… e dizem que o dinheiro já acabou!

Foram gastos R$ 340 milhões com a Ponte Estaiada… e R$ 430 milhões com obras viárias na Chucri Zaidan (região de Pinheiros)…

Mas usaram apenas R$ 179 milhões com moradias de interesse social…

Vale destacar que pagaram taxas de administração no valor de R$ 174 milhões para a “SP Obras” e a “SP Urbanismo”… e mais R$ 36 milhões para o “gerenciamento das obras” e “gerenciamento social” das Habitações Sociais… (veja planilha em anexo).

O Caso da Operação Urbana Água Espraiada foi apresentado por ser um caso emblemático: Existe lei, dinheiro e um Conselho de Gestão (19 membros – incluindo entidades da sociedade civil e moradores das favelas). E mesmo assim não se cumprem as metas, não existe transparência (as reuniões são fechadas ao público), e não houve melhorias significativas dos serviços públicos na região. A entrega do Hospital Santa Catarina não compensou as perdas no atendimento do Hospital Sabóya e dos postos de saúde.

5) Nossa sugestão é que se instale uma comissão para investigar os desvios de recursos da Operação Urbana Água Espraiada e que também se investigue a ilegal dívida pública paulistana.

6) Outra forma de garantir recursos sem “vender os direitos sobre os equipamentos públicos” está na exigência de que pare de desviar R$ 1 bilhão de reais/ano das verbas da Educação (está sendo utilizado para ilegalmente pagar aposentados).

7) Não dá para aceitar que se venda os direitos sobre os equipamentos públicos sob o falso argumento de se arrecadar dinheiro, pois a experiência paulistana é farta em demonstrar o mau uso destes mecanismos.

São Paulo, 11/08/2017. Mauro Alves da Silva – Diretor-Presidente do Grêmio SER Sudeste – cel.: 11-954544193

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A imprensa despreza os direitos das crianças e seu conselho tutelar.

O jornal o Estado de São Paulo demonstrou toda o seu desprezo pelos direitos da criança, todo o seu preconceito sobre o conselho tutelar, e também toda a sua preguiça jornalística ao não investigar e nem informar corretamente sobre o que de fato está acontecendo no processo eleitoral dos 44 conselhos tutelares da Cidade de São Paulo.

O editorial “Conselho tutelar” (Jornal O Estado de São Paulo, 20-10-2011) é mais um ataque contra um dos mais importantes instrumentos de participação popular garantidos pela Constituição Federal de 1988. As generalizações como “de clientelismo, fisiologismo e tráfico de influência” servem mais para desacreditar o único órgão público eleito pela comunidade local, com mandato fixo, para fiscalizar os serviços públicos voltados à criança e ao adolescente.

1. Por que o jornal O Estado de São Paulo (e o Grupo Estado) não informou aos seus leitores que o Processo Eleitoral dos 44 conselho tutelares da Cidade de São Paulo começou em 16 de abril de 2011? Neste dia foi publicado o Edital da eleição, abrindo prazo para inscrição de candidatos.

2. Por que o Grupo Estado não informou, ao longo do ano, os reis motivos do adiamento da data de votação? Era 15 de maio… depois 17 de julho… depois 16 de outubro… O Conselho Municipal dos Direitos da Criança (CMDCA), responsável pela organização da eleição, dizia que estavam aguardando uma decisão da Justiça Eleitoral. Mas o dado fundamental é que a Justiça Eleitoral não tem nenhuma responsabilidade e nem competência legal para organizar este tipo de eleição comunitária…

3. Por que o Estadão não informou que é a própria prefeitura e o CMDCA que ilegalmente criaram uma mera resolução exigindo que o eleitor votasse com o “título de eleitor” em um novo local correspondente á sua “seção e zona eleitoral”… a relação dos “novos locais” só foi divulgada no Diário oficial e na internet; e ainda assim a poucos dias da data da votação…

4. Por que o Estadão não informou que existem vária ações denunciando a ilegalidade da exigência do “titulo de eleitor” e o voto segundo “seção e zona eleitoral”? O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (lei federal 8069/1990) determina que o conselho tutelar seja eleito pela comunidade local. E tanto a lei municipal 11.123/1991 quanto o decreto municipal 488## estabelecem que são eleitores todos os maiores de 16 anos que comprovem residência na área de atuação do respectivo conselho tutelar.
O título de eleitor não serve nem como comprovante de idade e nem como comprovante de residência.

6. Por que o Estadão não informou que a ilegal exigência de “título de eleitor” e o voto segundo “seção e zona eleitoral” favorece justamente o uso da máquina dos partidos políticos e seus caciques mais inescrupulosos, os quais utilizam seus “cadastros de eleitores” para eleger seus apaniguados e seus cabos eleitorais. Isto, sim, deveria ser o objeto da denuncia do Estadão: a ilegalidade do processo eleitoral.

7. Por que o Estadão não informou que uma verdadeira “eleição facultativa” exige um “cadastramento prévio de eleitores”, assim como é feito em todas as eleições democráticas pelo mundo afora. Bastaria abrir um prazo de 30 dias, por exemplo, onde cada interessado faria o seu cadastro prévio, comprovando idade e local de residência. 30 dias de campanha institucional. Toda a sociedade mobilizada e até mesmo os “pré-candidatos” teriam o maior interesse em mobilizar toda a comunidade local. A prefeitura saberia com antecedência o número de eleitores cadastrados e qual seria a necessidade real de infra-estrutura. Não haveria necessidade de desperdiçar R$ 2 milhões do nosso suado dinheiro de impostos. Não haveria postos de votação recebendo menos de 50 eleitores, por exemplo. Esta, sim, seria uma verdadeira eleição democrática com voto distrital, tão falado ultimamente; tão desrespeitado; e tão ignorado…

8. Por que o Estadão não divulgou a grande dificuldade dos candidatos em fazerem uma campanha eleitoral democrática? Não houve propaganda por parte da prefeitura. Nem mesmo o “Jornal do ônibus” divulgou a eleição do conselho tutelar. Os candidato só puderam fazer campanha a partir do dia 21 de setembro. Mas eles não tinham com saber se um morador poderia votar, pois tudo dependia da ilegal exigência do “título de eleitor” e do voto na “seção e zona eleitoral”. Por exemplo: mesmo que a pessoa morasse “ao lado do conselho tutelar”, esta pessoa só poderia votar em um candidato a este conselho se a sua “seção e zona eleitoral” fossem correspondentes à área da atuação do respectivo conselho tutelar. Um morador de Cidade Tiradentes (zona leste) não poderia votar neste conselho tutelar se o seu “título de eleitor” fosse do Jabaquara (zona sul). Destaque-se que o Conselho Tutelar tende a população segundo o local de residência, nunca exigindo a apresentação do “título de eleitor”.

9. Por que o Estadão não aproveitou os seus repórteres e perguntaram a cada um dos 52 promotores do Ministério público se eles não viram que é ilegal exigir o título de eleitor e o voto segundo seção e zona eleitoral? Por que o Estadão não perguntou aos 52 promotores do Ministério público o que eles fizeram para garantir direitos das crianças e adolescentes nestes últimos 21 anos? Por que o Estadão não perguntou aos 52 promotores do Ministério Público se eles acham legal o secretário municipal da educação da cidade de São Paulo dizer que falta dinheiro para creches ao mesmo tempo em que a prefeitura vai desperdiçar mais de R$ 3 bilhões no Túnel da Vergonha (túnel de 2,4km no Jabaquara)?

10. Por que o Estadão quase só fala de “conselho tutelar” quando trata de casos de violênca praticadas por crianças e adolescentes? Por que o Estadão ignora completamente o fato de que o Conselho Tutelar foi criado principalmente para fiscalizar o poder público e exigir os direitos das crianças (saúde, educação, assistência social etc), direitos estes que são sistematicamente sonegados por governantes que vêem a criança como “despesa” e preferem gastar o nosso dinheiro em “pontes, túneis e asfalto”, tudo isso com a cumplicidade de uma imprensa pedófoba.

Por último, mas não menos importante, faltou dizer que um dos editorialistas do jornal O Estado de São Paulo, falecido recentemente, era contra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e defensor do rebaixamento da idade penal; e que gostava de citar países onde a idade penal está fixada a partir dos 8 anos…
Parece que o editorial “Conselho tutelar” (Jornal O Estado de São Paulo, 20-10-2011) foi inspirado em quem prefere criminalizar nossas pobres crianças e livrar a cara dos maiores criminosos, os políticos vigaristas, pilantras, corruptos e lacaios das empresas nacionais e multinacionais.

São Paulo, 21 de outubro de 2011.
Mauro Alves da Silva
Presidente do Grêmio SER Sudeste – Promoção da Cidadania e Defesa do Consumidor.
https://gremiosudeste.wordpress.com/

Emancipar o Jabaquara. Livrar-se do Kassab e dos 40 vereadores vassalos.


Emancipação do Jabaquara.
Mauro Alves da Silva, do Movimento Jabaquara Livre, defendeu a emancipação política do subdistrito do Jabaquara, na Capital.
Os prefeitos e os vereadores têm total desprezo pelos 11 milhões de paulistanos, em geral, e desprezo particular contra os 214 mil moradores do Jabaquara.

http://jabaquaralivre.wordpress.com/

Falta dinheiro para creches e hospitais. Sobra dinheiro para túneis, pontes e viadutos.

A Câmara Municipal de São Paulo vai demonstrar todo o seu desprezo para com os 11 milhões de paulistanos. Uns 40 vereadores e o seu chefe Kassab vão aprovar a ilegal construção de um túnel de 2,4 quilômetros a um custo superior a R$ 3 bilhões de reais.
De 2001 até hoje, a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada (OUCAE) arrecadou cerca de R$ 1,2 bilhão, gastando mais de R$ 300 milhões na ponte estaiada e não construindo uma única moradia e nem mesmo qualquer equipamento público.
O projeto de lei PL 25/2011, que vai ser votado hoje, modifica a lei municipal 13.260/2001 (Operação Urbana Consorciada Água Espraiada). A lei municipal 13.260/2001 determina a construção de um túnel de 400 metros no final do prolongamento da avenida Água Espraiada (atual Roberto Marinho) e também determina a reurbanização total da região, realocando os moradores das áreas atingidas por obras, com a realocação na própria região da Operação Urbana.
Ocorre que as construtoras e a especulação imobiliária vislumbraram a oportunidade de criarem um gordo “filet mignon”: ao invés de construir um túnel de 400 metros, por míseros R$ 500 milhões, acertaram com o nosso alcaide e mais uns 40 vassalos a ampliação do túnel para 4,4km!!! Depois renegociaram o butim para um túnel menorzinho: “apenas” 3,8km… mas o martelo foi baixado para a proposta de um túnel de 2,4 quilômetros, divididos o butim, digo o filé, digo a obra em quatro lotes… Isso tudo ao arrepio da lei 13.260…
Depois que o Tribunal de Constas do Município de São Paulo (TCM) apontou mais de 70 ilegalidade na “licitação”, a barganha foi suspensa… e o nosso alcaide mandou um projeto (PL 25/2011) para consolidar a ilegalidade.
Para tanto, o nosso alcaide precisa de 40 vassalos para aprovar este verdadeiro assalto aos cofres públicos.
continua…
Então ficamos assim: sem creches, sem hospitais, e sem transporte público. Mas com uma ponte estaiada mais cara do que a Torre Eiffel (Paris, França), além de um túnel cujo custo dará “inveja” aos construtores do túnel sob o Canal da Mancha (Liga a França à Inglaterra).

São Paulo, 28 de junho de 2011.
Mauro Aves da Silva, pelo Movimento Jabaquara Livre
Não vote nos vereadores-vassalos de São Paulo. Vote pela emancipação dos distritos.

Água Espraiada. Vereadores trocam 20 mil moradias populares por túnel de R$ 3 bilhões.


Hoje, os 55 vereadores da Cidade de São Paulo vão votar e aprovar o maior escândalo financeiro feito com o dinheiro público. Vão trocar a construção de 20 mil moradias populares por um túnel de 2,3 quilômetros a um custo superior a R$ 3 bilhões. (conforme Projeto de Lei 25/2011).
Finalmente as grandes construtoras e a especulação imobiliária vão ter o retorno dos milhões que foram investidos nas campanhas eleitorais passadas…
A Operação Urbana Consorciada Água Espraiada foi aprovada pela lei municipal 13260/2001, cuja finalidade era reurbanizar a região, erradicar as favelas, construir moradias populares para toda a população que vive em moradias precárias (cerca de 20 mil famílias), e concluir a Avenida Água Espraiada (atual Av. Roberto Marinho) até a Rodovia dos Imigrantes (através de um túnel de 400 metros).
Esta Operação Urbana já arrecadou mais de R$ 1 bilhão e 300 milhões. Gastaram mais de R$ 300 milhões na ponte estaiada. Mas não construíram uma única moradia popular, provando que os interesses escusos sempre prevaleceram nestes 10 anos.
A cara-de-pau é tão grande que chegaram a o absurdo de promover uma Audiência Pública na qual apresentou-se um túnel de 3,8 quilômetros, a ser construído ao sul do córrego Águas Espraiadas. Mas fizeram uma “licitação” para um túnel ao norte do córrego, inclusive fora do perímetro da Operação Urbana. Para enganar a população mais carente, e não levantar maiores suspeitas, eles dividiram o “filé mignon”, digo o túnel, em 4 lotes, vinculando-os à construção de 4 mil moradias populares.
O fato da própria Secretaria Municipal de Habitação ter feito um cadastro com mais de 8.300 famílias nas favelas parece ter sido completamente ignorado pelos “operadores”. O restante das moradias vai ficar nas promessas de um possível convênio a ser possivelmente assinado com o governo do Estado de São Paulo… Só estão preocupados em “limpar a área” onde vão acontecer as obras do túnel… Nenhuma palavra sobre as mais de 12 mil moradias precárias na região de Americanópolis, por exemplo. Estas famílias ficarão ao Deus dará…
Curiosamente, a “licitação” somente aconteceu depois que as construtoras terminaram o trecho sul do Rodoanel… Será que era a mesma pessoa que “operava” o Rodoanel que teve a “brilhante” idéia de propor um túnel de 3,8 quilômetros e, assim, agradar ao voraz apetite daquelas construtoras?
Depois que o Tribunal de Contas do Município apontou cerca de 70 irregularidades, a “licitação” foi suspensa… mas não anulada… para garantir que tudo continuasse como antes, no quartel de Abrantes, o prefeito mandou um novo projeto de lei (PL 25/2011) para “oficializar” o interesse das grandes construtoras e da especulação imobiliária. Inventaram um novo túnel de 2,3 quilômetros e também um “parque linear” (sic)… seria para enganar os ambientalistas? Ou será mais uma forma de expulsar a população da região e garantir os interesses da especulação imobiliária?

Uma grave questão: identificamos o quase absoluto silencia da imprensa paulistana.
Será que a prefeitura conseguiu calar a Folha de São Paulo ao homenagear um de seus donos com o nome da milionária ponte estaiada?
Será que a prefeitura conseguiu calar a Rede Globo mudando o nome da avenida para homenagear o falecido ex-dono da Rede Globo?
Ou será que a imprensa paulista está “no bolso” das grandes construtoras e das empresas imobiliárias? Quem manda mais? O Conselho Editorial ou o departamento comercial das grandes empresas de comunicação paulistas?

P.S.: Pode ser uma coincidência, mas o relator do PL 25/2011 é o vereador-publicitário Dalton Silvano. Não sabemos se ele tem conhecimentos jurídicos e de urbanismo. Mas certamente ele sabe tudo de publicidade…

Jabaquara Livre, 11 de maio de 2011.
Mauro Alves da Silva
http://jabaquaralivre.wordpress.com/

A ponte estaiada custou 10 mil casas populares

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Mais um incêndio na favela. Mais um notícia de que dezenas de famílias perderam tudo. Mais uma hipocrisia do SPTV (TV Globo), insinuando que os próprios moradores são os culpados pelo incêndio: “instalações elétricas e de gás irregulares são potenciais fontes de risco.”

A hipocrisia do telejornal SPTV é tamanha que usa a ponte estaiada como pano de fundo no seu estúdio… Este “cartão-postal” custou a bagatela de R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reias), dinheiro suficiente para construir no mínimo 10.000 (dez mil) casas populares!!!

Por que a TV Globo não diz que o dinheiro arrecadado com a operação urbana Água Espraiada (R$ 700 milhões) deveriam ser gastos prioritariamente com a construção de moradias populares e equipamentos sociais?
Por que a TV Globo não informa que tanto a favela Beira rio quanto a favela Alba estão na área da Operação Urbana Água Espraiada?
Por que a TV Globo não informa que os moradores da favela Beira Rio são cadastrados anualmente mas nunca são contemplados com moradias populares?
Será que a TV Globo está de rabo preso com os desmandos da prefeitura de São Paulo? Ou com as construtoras???
Será que a TV Globo está satisfeita com a situação desde 2001 por seu fundador ter sido homenageado dando nome a antiga avenida Aguas Espraiada? Note-se que esta avenida é o símbolo da corrupção paulistana: projetada a um custo de R$ 300 milhões, gastou-se mais de R$ 800 milhões e só construíram a metade to traçado original…

A ordem não escrita é para expulsar os pobres
A imprensa engole as mentiras da Emurb. As mentiras dizem que estão cadastrando moradores para construírem moradias populares na região. Ora, uma simples olhada no histórico da região fica evidente que querem expulsar os moradores pobres.
Já nas primeiras fraudes da construção da avenida Água Espraiada levaram os moradores para conjuntos habitacionais na Cidade Tiradentes (extremo da zona leste).
Nesta segunda fase, mesmo aprovada uma lei para a Operação urbana (2001), a prefeitura queria expulsar os moradores da favela jd. Edite para o Campo Limpo (extremo sul da capital). Foi necessária apronta intervenção da Defensoria Pública para garantir que fosse aprovada a proposta de se construir um conjunto habitacional popular no Jd. Edite, que fica “ao pé da ponte estaiada”, no “nobre” cruzamento da av. Luís Carlos Berrini com a av. Roberto Marinho.
Outra forma de “expulsar os pobres” é oferecer-lhes a alternativa da “bolsa-aluguel” (R$ 300 por mês) ou R$ 5 mil para “voltar para sua terra”. a maior parte prefere o R$ 5 mil, pois além de ser quase impossível encontra uma casa por R$ 300/mês, ainda não tem garantia de que a prefeitura continuará pagando o aluguel e nem mesmo se sabe quando é que a moradia popular definitiva será construída.

A fraude do túnel de R$ 2 bilhões
As fraudes contra a Operação Urbana Água Espraiada parece contar também com a complacência do jornal Folha de São Paulo e do Jornal O Estado de São Paulo, pois nenhum deles contesta as graves mentiras propaladas pela Emurb. Eles poderiam informar aos paulistanos e brasileiros o seguinte:
1) o túnel de 2,4km – a um custo inicial superior a R$ 2 bilhões – não consta da lei municipal;
2) o trajeto do túnel está fora da área geográfica da operação urbana. Logo não poderá ser financiado com os recursos obtidos na operação. Quem vai pagar a conta somos todos nós paulistanos.
3) não há garantia efetiva da construção das necessárias casas populares.
4) A própria prefeitura reconhece cerca de 8 mil famílias morando nas áreas de risco, mas propõe apenas 4 mil moradias populares.
5) O primeiro Relatório de Impacto no Meio Ambiente (RIMA) criticou a construção de grandes avenidas em fundo de vale. O segundo RIMA (apresentado em 23/11/2009) foi para inglês ver, pois inventaram um túnel de 3,6km, aumentaram a área do “parque linear” e não informaram onde vão construir as moradias populares para as 9 mil famílias e nem como farão as milhares de desapropriações.
6) As empresas construtora já foram previamente escolhidas. A “licitação” é um mero formalismo “prá inglês ver”. Serão as mesmas empresa do Rodoanel… estão esperando o fim das obras no trecho sul para anunciar as “vencedoras”!!!
7) Como já foi dito em uma reunião da Emurb, no túnel não passará transporte público e a obra é um filé mignon para as construtoras.

Lei mais aqui:
Incêndio em favela na Zona Sul de SP deixa 71 famílias sem casa

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